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ECONOMIA

PIB positivo no segundo trimestre aumenta otimismo do governo

Ministério da Fazenda estima crescimento da economia nacional em 3,2% no ano. Analistas da região divergem quanto a previsão e reafirmam dependência do agronegócio como principal setor para resultados positivos

Indústria apresenta perspectiva de evolução de 1,5% para 2023, conforme análise de secretaria

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de abril a junho, associado a supersafra de grãos no centro-oeste, faz o Ministério da Fazenda revisar a estimativa de crescimento da economia. Para o ano, a elevação prevista chega a 3,2%. Há quatro meses, a nota técnica da Secretaria de Política Econômica (SPE) estabelecia um PIB de 2,5%.

Esse percentual atual fica acima da projeção do Fundo Monetário Internacional para o mundo (em 3%). Por setores, o destaque é a agropecuária (alta de 14%). Depois os serviços (com 2,5%). Já a indústria com uma perspectiva mais conservadora, com no máximo 1,5% de alta.

Pela explicação do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, a revisão desta semana compara a sequência de resultados positivos. Nos primeiros três meses, alta de 1,3% e no segundo trimestre, mais 0,9% nos três meses posteriores.

Junto com isso, a recuperação do mercado de crédito, com a sequência de reduções do juros, inflação controlada e um mercado de trabalho equilibrado. Na avaliação dele, as atualizações são um sinal de otimismo à economia nacional em meio a desafios globais.

Cenário global

Projeções do FMI e dos governos do exterior também apontaram avanço para 2023, em especial pelos resultados vistos nos Estados Unidos. A economia norte-americana pode ter um avanço de 2,2%. Nos países emergentes, destaque para a Índia (+6,3%), recuperação da Rússia (que saiu de uma retração acima dos 3 pontos para alta de 0,8%). No oriente, a China teve revisão para abaixo. Ainda assim, o PIB para 2023 chega a 5,1%.

Na América Latina, o México registra 3,3% de crescimento. Muito puxado pelas exportações aos EUA e os investimentos recebidos devido a política americana de menos dependência dos produtos chineses. Nas perspectivas negativas, a Argentina, com retração de 2%.

Na zona do euro, o conflito Ucrânia e Rússia interfere na economia. Houve corte de 0,9% para 0,6%. Neste cenário, a Alemanha reafirmou a contração de 0,2% no ano e a entrada em recessão.

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