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ESTRELA

A quatro semanas do festival, começa a produção do chucrute

Cerca de 200 cabeças de repolhos foram temperadas com sal e folha de louro e devem fermentar pelos próximos 40 dias. Prato típico alemão será servido nos bailes previstos para os dias 18 e 25 de maio

Cerca de 20 pessoas se envolvem na produção do chucrute. (Crédito da imagem: Karine Pinheiro)

Com a proximidade de um dos maiores festivais da cultura germânica no estado, inicia a preparação do alimento que dá nome à festividade. Repolho, sal e folha de louro são os ingredientes necessários para a produção do chucrute. As barricas foram preenchidas no domingo, 7, e a iguaria gastronômica deve ficar em fase de fermentação por cerca de 45 dias.

O Festival do Chucrute está previsto para os dias 18 e 25 de maio, no Centro Comunitário Cristo Rei, com expectativas de atrair mais de cinco mil pessoas durante os dois grandes bailes. Assim como a organização do evento, o processo do prato principal exige cuidados e experiência. O alimento servido na festa passa pelas mãos de aproximadamente 20 pessoas até ficar pronto para o consumo.

A produção inicia com o corte dos repolhos, que em seguida são encaminhados ao moedor. A modernização do procedimento permite que a base para o chucrute fique pronta em um dia. Após moída, a verdura é distribuída nas barricas com sal e folha de louro. A mistura é amassada até perder todo o líquido.

Integrante da comenda, Ernani Sehn comenta que as 200 cabeças de repolhos amassadas neste ano devem render cerca de 400 quilos do prato típico alemão. “Hoje trabalhamos com três máquinas de moagem que aceleram muito a preparação do chucrute. Depois de colocado na barrica, vai um tampão com uma pedra em cima, que aperta o repolho para que saia toda a água ao longo dos dias. Por isso chamamos de quarentena do chucrute”, explica.

Em cerca de três semanas, o alimento armazenado fica completamente seco. Depois de 40 dias, uma amostra do chucrute é enviada para análise laboratorial. Sehn diz que a acidez da iguaria deve estar abaixo de 4,0 para o consumo seguro. “No ano anterior, conseguimos atingir a marca de 3,4, que é um ótimo resultado”, afirma.

Além da análise de laboratório, o integrante da comenda Márcio Braun faz a avaliação de forma paralela e ressalta que o prato típico também é observado em mais dois aspectos: sensorial e medição de acidez. Ao ser finalizado, o chucrute deve apresentar sabor ácido e textura crocante.
“O chucrute é um alimento saudável. Exibe baixos teores de açúcares, gorduras e calorias. É rico em fibras, além de conter uma série de nutrientes, como sódio, potássio, cálcio, enxofre, magnésio, manganês, vitamina A, B e D”, comenta Braun ao destacar as propriedades do prato típico.

Para servir

Mesmo com a retirada de algumas porções para análise, o chucrute fica armazenado até o festival. Nas datas dos bailes, o alimento é lavado para retirada do excesso de sal e refogado com manteiga da colônia. O prato pode ser servido quente ou frio e, geralmente, é acompanhado de salsicha Bock, joelho de porco (Eisbein) e molho de língua.

Venda de ingressos

Neste ano, o Festival do Chucrute chega à 57ª edição e integra as celebrações dos 200 Anos da Imigração Alemã no Brasil. A venda de ingressos para os Bailes Típicos ocorre na Comunidade Evangélica. No local, é possível escolher os lugares e optar pela proximidade do centro do salão ou no mezanino, para assistir ao espetáculo do alto do centro comunitário. Para o primeiro baile, restam cerca de 25% dos ingressos. Já na data da segunda noite, mais de 90% das entradas foram comercializadas.

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